Com o início do ano letivo, a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou a fiscalização em escolas particulares da capital. Entre os dias 19 e 29 de janeiro, a Operação Visa Volta às Aulas prevê inspeções em cerca de 1,4 mil instituições de educação infantil, ensino fundamental e médio. A iniciativa busca garantir ambientes seguros para alunos e trabalhadores logo no retorno das atividades.

Entre as unidades visitadas está uma escola na Asa Norte, que recebeu equipes técnicas para avaliação das condições sanitárias e estruturais. Assim como nas demais instituições do DF, a fiscalização analisou salas de aula, áreas de recreação, acessibilidade, ventilação e iluminação. O objetivo foi verificar se os espaços estão adequados para receber crianças e adolescentes.
Além disso, a operação avaliou reservatórios de água, limpeza de caixas d’água, controle de pragas e manejo de resíduos. Cozinhas, cantinas e refeitórios também entraram no roteiro, com foco em refrigeração, armazenamento, controle de temperatura e uso correto de equipamentos de proteção. Áreas externas, parques, brinquedos, piscinas e ações de combate à dengue completaram a vistoria.
Alimentação saudável e fiscalização rigorosa
“Essas inspeções são fundamentais para prevenir doenças e garantir ambientes seguros para crianças e adolescentes. A participação das famílias também é essencial, observando a estrutura da escola e a qualidade dos alimentos oferecidos”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé. Já a diretora da escola, Leila Maia, destaca o caráter educativo da ação. “Sempre percebi a atuação da Vigilância Sanitária como um instrumento de educação. Essa parceria fortalece um processo contínuo de melhoria e nos ajuda a manter um ambiente mais saudável para todos, especialmente para as crianças, que são nossa principal prioridade.”

A operação também reforça o cumprimento do Decreto nº 36.900/2015 e do guia de cantinas saudáveis da Divisa/SES-DF, lançado em 2025. A norma proíbe ultraprocessados e prevê multas entre R$ 2 mil e R$ 70 mil em casos de irregularidades. “Essa iniciativa é essencial para preservar a saúde das crianças. Exigimos certificações e monitoramos todas as etapas”, afirma Débora Campos, coordenadora de nutrição da escola. Em cinco dias, 124 estabelecimentos foram autuados e mais de 100 kg de alimentos irregulares apreendidos.



