Quatro pessoas seguem internadas após queda de raio no DF, uma na UTI particular

Após a queda de um raio na Praça do Cruzeiro, na tarde deste domingo (25/1), local onde foi finalizada a caminhada do deputado Nikolas Ferreira, ao menos três pessoas ainda seguem internadas no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), segundo a Secretária de Saúde (SES-DF). Uma quarta vítima foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta. Não há relatos de óbitos até o momento.

Em nota ao Jornal de Brasília, o Santa Marta informou que a paciente, Maria Eli Silva, deu entrada na instituição na madrugada desta segunda-feira. “Desde a sua admissão, a paciente encontra-se sob acompanhamento de equipe multidisciplinar, recebendo a assistência necessária, em conformidade com os protocolos assistenciais e de segurança vigentes na instituição”, explicou o hospital. 

A SES-DF relatou ainda que o HRAN recebeu ao todo 14 vítimas de queda da descarga elétrica. Além dos pacientes internados e o caso de transferência da Maria Eli, um outro recebeu alta a pedido, para se dirigir à rede privada por conta própria. Os demais foram liberados no mesmo dia. Em relação aos atendidos no Hospital de Base, o Iges-DF relatou: “Todos os 27  pacientes que deram entrada ontem, no Hospital de Base do Distrito Federal, já tiveram alta”.

A caminhada do deputado Nikolas Ferreira teve início no dia 19 em Paracatu (MG) e foi finalizada em uma manifestação na Praça do Cruzeiro no último domingo. Após 240km, o ato teve como objetivo se posicionar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e os presos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros (CBMDF) atendeu cerca de 89 pessoas, além do incidente com o raio foram relatados casos hipotermia e torções.

CBMDF: orientações de segurança

O Segundo-Tenente do CBMDF, Iranildo Aguiar, explicou ao JBr que, ao menor sinal de chuva ou descargas elétricas, pessoas que estejam em áreas abertas ou descampadas devem deixar o local imediatamente e buscar abrigo em locais seguros e cobertos. O abrigo pode ser em veículos, residências, shoppings ou estabelecimentos comerciais. A corporação também recomenda manter distância de materiais metálicos, como janelas, torneiras, guindastes e alambrados, além de evitar o uso de telefone celular, especialmente quando conectado à tomada.

Em casos em que alguém seja atingido por uma descarga elétrica, a orientação é não tocar na vítima de imediato e aguardar a chegada do socorro. “Enquanto o Corpo de Bombeiros não chega, é possível retirar objetos metálicos do corpo da pessoa, como alianças, relógios, óculos e brincos, além de tranquilizá-la até a chegada da equipe de resgate”, informou o bombeiro. 

Em relação ao ocorrido no evento, o Segundo-Tenente explicou: “Alguns fatores podem ter contribuído para o ocorrido, como a presença de estruturas metálicas, a exemplo de guindastes e alambrados. Em locais com esse tipo de material, a orientação é que as pessoas se afastem dessas estruturas”. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram registrados 385 raios nuvem-solo (descargas atmosféricas que atingem o solo) neste domingo no DF. 

Sintomas e tratamentos os atingidos

Segundo o médico especialista em clínica geral, Dr. Guilherme Hanna, a aglomeração de pessoas em áreas abertas durante tempestades não é segura, já que a corrente elétrica tende a se dissipar por locais de menor resistência, como solo úmido, lagos e árvores, o que pode ampliar a distribuição da descarga elétrica. A respeito dos sintomas das vítimas atingidas por raio, o especialista afirma: “Os sintomas podem ser tontura, dor de cabeça, amnésia, perda de consciência, zumbido, parada cardiorrespiratória, queimaduras graves e lesão muscular grave, que é a rabdomiólise”.

Em relação ao tratamento, o médico explica que é usado o método da medicina chamado MOVE: a monitoração contínua; a oferta de oxigênio suplementar;  venóclise, com dois acessos venosos calibrosos; e hidratação. “Porque a lesão muscular afeta o rim. Ao afetar o rim, sobrecarrega o organismo. Por isso, é preciso tratar essas substâncias decorrentes da lesão muscular”, ressalta o profissional. 

O médico orienta ainda que, diante de uma situação como essa, o primeiro passo é verificar se o local é seguro para todos. Em seguida, deve-se avaliar se a vítima está consciente, se respira e se apresenta pulso. Caso não haja resposta, a recomendação é acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar a ressuscitação cardiopulmonar (RCP). 

A situação de urgência trata-se de uma emergência e exige o chamado imediato de uma ambulância. O especialista também reforça a importância de manter o local seguro, afastar as pessoas de árvores e buscar, preferencialmente, um local seco, a fim de evitar que outras pessoas sejam atingidas, além de dispersar a aglomeração.

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