A Superintendência de Fiscalização e Auditoria Ambiental (Sufam) do Instituto Brasília Ambiental divulgou um balanço de suas atividades em 2025, registrando 2.817 ações fiscais distribuídas por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo áreas dentro e fora de unidades de conservação. Essas operações englobaram temas como desmatamento, maus-tratos a animais, tráfico de fauna silvestre, poluição sonora, vazamentos de produtos tóxicos e cumprimento de condicionantes ambientais.
A governadora em exercício, Celina Leão, destacou que a fiscalização visa garantir o desenvolvimento sustentável, alinhando o crescimento econômico ao respeito pelo meio ambiente e à legislação vigente. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, enfatizou a atuação técnica permanente para cumprir a lei, promover a ordem urbana e proteger a saúde da população.
Por diretorias, a Diretoria de Fiscalização I (Difis I), responsável pelo controle de poluição sonora em atividades industriais, bares, eventos e outros, realizou 1.841 ações, com 1.303 resultando em infrações e 538 concluídas sem autuação. A maior parte das demandas veio da Ouvidoria, totalizando 1.430 atendimentos, além de solicitações de órgãos como o Ministério Público e a Polícia Militar.
A Diretoria de Fiscalização II (Difis II) concentrou-se na proteção de unidades de conservação e no combate ao desmatamento no Cerrado rural, executando 404 ações, das quais 57 geraram infrações. Foram atendidas 50 demandas da Ouvidoria e 31 do Ministério Público, além de 67 ordens de serviço.
Já a Diretoria de Fiscalização III (Difis III) promoveu 88 ações de inteligência e monitoramento, resultando em 29 operações de desocupação em unidades de conservação. Nessas ações, foram desconstituídas 73 edificações, removidas 191,9 toneladas de entulho e resíduos, além de cercas, muros, árvores exóticas e hortas irregulares, com apreensões de instrumentos de ocupações clandestinas.
Na área de fauna, a Diretoria de Fiscalização IV (Difis IV) realizou 388 operações, identificando 154 infrações e lavrando 45 termos de apreensão. Houve um aumento de 242% nas demandas da Ouvidoria em comparação a 2024, reforçando a importância da participação popular no combate a crimes contra animais.
Por fim, a Diretoria de Fiscalização V (Difis V) executou 299 ações de auditoria em atividades licenciáveis, apuração de desmatamentos irregulares e controle da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), com cerca de 18% dos casos resultando em infrações, principalmente em parcelamentos irregulares do solo, postos de combustíveis e obras civis.
A superintendente Simone de Moura afirmou que a integração das diretorias permite coibir infrações, orientar e prevenir danos, fortalecendo a governança ambiental no Distrito Federal.
Com informações do Instituto Brasília Ambiental



