Programa Acolhe DF realiza 453 abordagens desde julho de 2025

A reestruturação do Programa Acolhe DF, oficializada pelo Decreto nº 47.423 em julho de 2025, consolidou a iniciativa como uma política pública integrada no Distrito Federal, voltada ao atendimento de pessoas em situação de rua. Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o programa mobiliza equipes multiprofissionais de saúde, assistência social, cidadania, educação e trabalho, com ações de busca ativa em diversas regiões administrativas.

De julho a dezembro de 2025, as equipes realizaram 453 abordagens, priorizando o acolhimento humanizado, a escuta qualificada e a construção de alternativas para superar a vulnerabilidade. Das pessoas atendidas, 76% são homens. O foco principal tem sido o tratamento voluntário contra a dependência química, com 105 indivíduos aceitando acolhimento em seis comunidades terapêuticas parceiras, onde permanecem por até 12 meses com suporte psicossocial contínuo.

Um exemplo é Carlos, 38 anos, que, após anos em situação de rua devido à perda de emprego e ruptura familiar, optou pelo tratamento. “Eu já tinha perdido a esperança. O que fez a diferença foi a forma como eles conversaram comigo, sem julgamento. Hoje estou em tratamento, pensando em voltar a estudar e reconstruir minha vida”, relatou.

Além do tratamento, o programa resultou em outros encaminhamentos significativos: 27 pessoas para oportunidades de emprego, 37 para políticas habitacionais via Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), 24 retornos aos estados de origem, 19 reintegrações familiares e 26 direcionamentos para atendimentos de saúde especializados.

Após o período nas comunidades, os acolhidos podem acessar cursos de capacitação, como os do RenovaDF, promovidos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), visando a autonomia financeira e reinserção social.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou o impacto da iniciativa: “O Acolhe DF é a prova de que a atuação integrada do governo faz diferença na vida das pessoas. Cada abordagem é uma oportunidade de reconstrução, feita com respeito, dignidade e cuidado”.

O secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, reforçou o compromisso: “Inserido na Política Distrital para a População em Situação de Rua, o Acolhe DF reafirma o empenho em promover ações integradas nas áreas de saúde, assistência social e cidadania”.

Segundo o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, a persistência e o vínculo são essenciais: “O acolhimento acontece no tempo da pessoa. Muitas vezes, é preciso voltar duas, três, quatro vezes até que ela se sinta segura para aceitar ajuda. Tudo é feito de forma voluntária, com paciência e escuta”.

As ações ocorrem semanalmente, em parceria com administrações regionais e órgãos do GDF, em áreas de maior concentração de vulnerabilidade, como o Hotel Social no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN).

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