GDF autoriza obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem na Estrutural

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, assinou nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), localizado na Cidade Estrutural. O pacote de ações prevê melhorias na infraestrutura da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop), entrega de equipamentos operacionais e formalização de parcerias institucionais, com investimento total de R$ 5,268 milhões.

Durante a cerimônia, Celina Leão destacou a importância dos investimentos para a valorização dos catadores e pediu maior participação da população na coleta seletiva. Segundo ela, o DF já apresenta indicadores relevantes na área de reciclagem, mas o descarte correto do lixo é essencial para manter a qualidade do material e ampliar os índices de reaproveitamento. A governadora em exercício afirmou que as obras, a entrega de equipamentos e as ações de capacitação buscam melhorar as condições de trabalho e ampliar a capacidade do complexo.

Do total dos recursos, R$ 2,268 milhões serão destinados às obras de modernização da Centcoop, executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Os serviços incluem reforço estrutural, adequações de engenharia e melhorias nos espaços de triagem e circulação. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) aplicará R$ 3 milhões na compra de pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões, com o objetivo de ampliar a capacidade operacional e reduzir o esforço físico dos trabalhadores.

O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, afirmou que a obra tem papel estratégico na política ambiental do Distrito Federal. Ele lembrou que o espaço substituiu um lixão que funcionou por décadas e passou a oferecer estrutura adequada e equipamentos modernos para os trabalhadores. Segundo o secretário, a modernização dá continuidade a um processo iniciado em 2020 e reforça ações voltadas à economia circular e à gestão adequada dos resíduos.

O presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso, ressaltou o impacto direto dos equipamentos na rotina das cooperativas. De acordo com ele, as novas máquinas devem aumentar a eficiência das operações, reduzir o esforço físico e permitir maior regularidade no trabalho, o que tende a melhorar as condições de atuação dos catadores.

Além da ordem de serviço, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria do Meio Ambiente do DF, o SLU, a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, a Centcoop e o Sebrae-DF. O acordo prevê atuação integrada ao longo de 2026, com foco em capacitação, inovação, fortalecimento da economia circular e geração de emprego e renda.

Para a presidente da Centcoop, Lúcia Fernandes do Nascimento, a medida representa uma nova etapa para as cooperativas. Ela afirmou que equipamentos que estavam parados há anos agora devem ser instalados e utilizados, o que tende a facilitar as atividades diárias. Segundo a dirigente, cerca de 450 catadores trabalham diariamente no local, e a nova estrutura deve contribuir para melhorar a produtividade.

Instalado em uma área de 80 mil metros quadrados, o CIR-DF é o principal equipamento público da política de resíduos sólidos do Distrito Federal. O complexo tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de recicláveis por mês e registra 37.574 toneladas processadas nos primeiros 28 meses de operação. Atualmente, beneficia diretamente 420 catadores, alcança cerca de mil famílias e reúne 13 cooperativas.

De acordo com Gutemberg Gomes, a consolidação do complexo também resulta de parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, iniciada há 15 anos. A partir desse apoio, o Distrito Federal fechou o antigo Lixão da Estrutural, implantou o CIR-DF como eixo da política ambiental e passou a contratar cooperativas para serviços de coleta seletiva e outras atividades ambientais.

Na avaliação dos trabalhadores, os investimentos têm efeito prático no dia a dia. Catadora há oito anos, Marcionília Pereira, de 52 anos, afirmou que a chegada de novas máquinas pode evitar paralisações causadas por quebras de equipamentos e permitir maior ritmo de trabalho. Segundo ela, isso pode refletir em aumento de renda e maior contribuição para a preservação ambiental, além de representar reconhecimento da atividade exercida pelos catadores.

Com informações da Agência Brasília

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