Veterano da PMDF morre aos 92 anos e deixa legado marcado por disciplina, fé e superação

A morte do veterano Joaquim Adolfo, terceiro-sargento reformado da Polícia Militar do Distrito Federal, marca o fim de uma trajetória que se confunde com a própria história da corporação em Brasília. O policial faleceu no Hospital Santa Marta, em Taguatinga, e teve o óbito confirmado nesta sexta-feira (02/01/2026). O velório ocorre às 15h, na Capela 4 do Campo da Esperança de Taguatinga, seguido do sepultamento às 17h.

Natural de Frade, no Ceará, Joaquim Adolfo nasceu em 23 de agosto de 1933. Ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do país. Em 1953, ingressou na Polícia Militar do Distrito Federal, iniciando uma carreira que começaria como soldado e avançaria até a graduação de cabo. Anos depois, já veterano, faria parte da primeira turma deslocada do Rio para atuar na implantação da PMDF em Brasília.

Durante sua trajetória profissional, Adolfo atuou no Primeiro Batalhão até 1958. Em seguida, foi designado para uma missão de confiança: a segurança pessoal do então ministro da Justiça, Abelardo Jurema. Ao longo da carreira, também trabalhou na segurança de quatro embaixadas Japão, Estados Unidos, Inglaterra e Holanda, acumulando experiências em funções estratégicas.

Do quartel às pistas

Fora do serviço operacional, Joaquim Adolfo construiu uma segunda identidade que atravessou gerações, conhecido entre atletas e corredores da capital, ele se destacou no atletismo já na maturidade. Mesmo após a aposentadoria, já como terceiro-sargento reformado, Adolfo manteve a rotina esportiva.

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