O presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro, participou nesta quinta-feira (28) do programa CB Saúde, do Correio Braziliense e da TV Brasília, onde apresentou um balanço dos principais investimentos em saúde no DF, com destaque para o projeto de teleconsulta nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Segundo Monteiro, a iniciativa tem sido bem recebida pela população. “A população vem aceitando muito bem a teleconsulta e tem reagido positivamente a essa nova modalidade de atendimento nas UPAs. Foram mais de 4.300 pacientes atendidos desde maio”, informou. O serviço teve início na UPA de Vicente Pires e já foi estendido para as unidades do Gama e de Ceilândia II. A UPA de Ceilândia I será a próxima a adotar o modelo.
A modalidade tem como foco pacientes classificados com pulseira verde, ou seja, que não demandam atendimento de urgência. “Com o teleatendimento, a pessoa é atendida rapidamente e já sai com pedidos de exames e receita médica”, destacou o presidente. A estratégia ajuda a reduzir filas, evitar desistências e desafogar o atendimento nas emergências.
Novas UPAs e ampliação de leitos
Monteiro também anunciou a construção de seis novas UPAs, que já tiveram obras iniciadas em locais estratégicos: Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Guará e Águas Claras. Uma sétima unidade em Arapoanga deve ter as obras iniciadas ainda este ano, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026.
Todas as novas unidades serão de porte III, ou seja, de maior capacidade. “Teremos 65 leitos por unidade, sendo 33 para adultos e 32 pediátricos. Já estamos em processo de aquisição de equipamentos e abertura de seleções para profissionais. Essas unidades vão oferecer um suporte muito maior à rede pública de saúde”, afirmou Monteiro. No total, serão 455 novos leitos à disposição da população.
Centro cirúrgico e avanços no Hospital de Base
Durante a entrevista, o presidente também abordou as obras do novo centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A estrutura contará com 16 salas de cirurgia, incluindo duas com previsão para cirurgia robótica. O atual centro cirúrgico será reformado e continuará operando, ampliando a capacidade total do hospital.
Atendimento especializado em Santa Maria
Ao comentar sobre o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Monteiro destacou que a unidade abriga uma das maiores maternidades da capital e entorno, com foco em gestantes de alto risco. Uma das melhorias recentes foi a implantação de um novo protocolo de alta diretamente no Centro Obstétrico, o que tem otimizado a rotatividade dos leitos na maternidade.
Segundo Monteiro, todas essas medidas fazem parte de um plano de ação voltado à modernização e ampliação da rede pública de saúde, com foco em atendimento humanizado, redução do tempo de espera e melhor distribuição da demanda assistencial no DF.